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5 lições sobre o dinheiro ensinadas pelo Nobel de Economia

5 lições sobre o dinheiro ensinadas pelo Nobel de Economia

Richard Thaler é considerado um dos fundadores das finanças comportamentais. Veja quais são suas principais ideias

Richard Thaler, ganhador do Prêmio Nobel de Economia deste ano,negou o conceito, amplamente usado na economia clássica, de que as pessoas olham para uma nota de um dólar como uma nota de um dólar. O economista americano e atualmente professor da Universidade de Chicago concluiu que pessoas podem, na verdade, ser bem irracionais ao lidar com o dinheiro.

Essa irracionalidade é provocada por questões psicológicas que fazem com que um item em promoção, por exemplo, seja percebido como um negócio melhor do que se fosse vendido pelo mesmo preço, mas não estivesse em promoção.

Ao longo de 40 anos, ele mostrou que consumidores e investidores têm uma racionalidade limitada, preferências sociais e falta de autocontrole, características que têm grande impacto na vida financeira.

Ao verificar que, mesmo com muita informação sobre as finanças, é difícil para qualquer pessoa modificar comportamentos que são quase automáticos, em um de seus livros, chamado de “Nudge: o empurrão para a escolha certa”, ele mostra como políticas públicas podem ajudar as pessoas a economizarem mais. O ponto chave, explica, é simplificar esse processo de decisão ao máximo.

Por exemplo, empresários que dão a opção a seus funcionários de contratarem ou não um plano para a aposentadoria e ainda fazem com que eles tenham de decidir diversos detalhes acerca de sua contribuição mensal dificultam muito a decisão. Seria preferível fazer com que, ao ser contratado, o funcionário começasse a investir na aplicação, que já embutiria ajustes na contribuição ao longo do tempo e conforme fatores como idade, de  forma automática. Basta dar a opção de saírem do plano, e não de entrar. O economista constatou que, dessa forma, as pessoas podem economizar até três vezes mais.

Apesar da dificuldade em mudar comportamentos históricos, Thaler dá ideias de como identificar e driblar os truques da mente para tomar a decisão correta quando o assunto é dinheiro.

1) Coloque tudo no débito automático

Quanto menos obstáculos houver em sua vida financeira, mais acertadas serão suas decisões, segundo Thaler.

Então, por que não simplificar e colocar o dinheiro mensal destinado a uma aplicação financeira em débito automático? Dessa forma, não será necessário decidir se o valor deve ser mesmo destinado para aquele objetivo. É uma forma de não pensar muito sobre o tema, e não ceder a eventuais tentações de curto prazo.

2) Não se deixe enganar por números

É mais fácil desistirmos de uma compra quando vemos que um produto de mil reais está 100 reais mais barato em outro local do que quando um produto de 5 mil reais está sendo vendido por 100 reais a menos na loja concorrente.

Thaler explica que, como consumidores, nos atemos a porcentuais de preços, mas esquecemos da economia em números absolutos, que, no exemplo, é exatamente a mesma em ambos os casos. Portanto, deveríamos valorizá-la em ambas as compras.

A mesma coisa acontece quando vemos um produto em promoção. Ao invés de ceder ao impulso de comprá-lo por conta do porcentual alto de desconto que está sendo concedido, é bom se perguntar: o produto, de fato, está mais barato do que o de uma loja concorrente, que não está realizando promoções no momento? Você compraria este produto por este preço se ele não estivesse em promoção?

3) Entenda o impacto de cada decisão no orçamento

Thaler descobriu que a visão de consumidores sobre o orçamento é dividida para usos específicos, como lazer, contas da casa e aposentadoria. O economista chama esse fenômeno de contabilidade mental, que é a tendência em focar no impacto de decisões individuais, e não no impacto geral que elas têm sobre o orçamento.

Apesar deste comportamento proteger investimentos de longo prazo, pode gerar um custo extra caso haja uma resistência exagerada em transferir o dinheiro entre esses usos.

Por exemplo. caso uma necessidade inesperada no curto prazo exija mais dinheiro do que o esperado, é melhor abrir uma exceção e retirar recursos de uma poupança, por exemplo, do que tomar empréstimos caros.

Outro caso é quando passamos a gastar menos com determinada despesa, mas nossa mente insiste para continuar a destinar a mesma porção de dinheiro a ela, sem refletir muito sobre o tema. Essa porção economizada poderia ser destinada para outo item, mais benéfico.

4) Não valorize bens de forma exagerada

O economista americano também chegou à conclusão de que as pessoas tendem a valorizar muito mais um bem quando são donos dele do que se fossem comprar aquele mesmo item.

Isso porque a venda de um bem gera um sentimento de perda, enquanto a compra de um item gera uma sensação de ganho. Mas o conceito de perda é muito mais negativo e intenso do que o de ganho. É o que explica o conceito de aversão a perdas e o que faz com que um proprietário de um imóvel fique anos para vender o bem porque não consegue avançar em negociações.

Neste caso, o jeito é tentar encarar a questão de forma racional: o bem, de fato, vale o que estou pedindo? Ou há um fator emocional envolvido? E, logicamente, pedir conselhos de terceiros, bem como coletar informações de mercado que mostrem por quanto um bem semelhante vem sendo vendido no mercado.

5) Não caia na cilada do curto prazo

Thaler mostra que a tendência de nossa mente é acreditar que as coisas se depreciam quanto maior o intervalo de tempo. O mesmo valor daqui um ano é percebido como menor, tanto faz se é renda ou despesa.

Por isso, conclui o economista, é muito fácil ceder a tentações de curto prazo, que geralmente são a principal razão para sabotarmos objetivos de médio e longo prazo.

Mas é necessário se esforçar para tentar quantificar os benefícios do futuro. Por exemplo, quem opta por investir mais em educação terá um salário mais baixo por mais tempo, mas, posteriormente, a tendência é que receba uma renda maior do que aqueles que não estudaram tanto. Mundo afora: “Meu filho quer fazer intercâmbio. E agora?” Veja com o Sistema Positivo de Ensino como agir Patrocinado 

Ou seja, é necessário visualizar que os potenciais benefícios no futuro fazem valer a pena o sacrifício no presente. O mesmo vale para um plano de previdência privado.

10 profissões técnicas em que é mais fácil encontrar emprego

10 profissões técnicas em que é mais fácil encontrar emprego

Pesquisa indica quais são as profissões técnicas de base industrial mais quentes e revela situação difícil para as áreas que exigem nível superior

São Paulo – Entre os profissionais com formação técnica de base tipicamente industrial, os que encontram mais vagas são aqueles que podem ser contratados por diversos segmentos.

É o caso dos técnicos de vendas especializadas, função mais demandada no 1º semestre deste ano, segundo pesquisa divulgada pelo SENAI, com base no Caged.

A pesquisa só leva em conta ocupações que tenham a base industrial, o que não impede que eles trabalhem em empresas de todos os setores, mas explica por que técnicos de enfermagem, por exemplo, estão de fora da contagem. Ao todo, são 98 ocupações de base industrial que exigem qualificação técnica.

Foram mais 2,5 mil novos postos de trabalho de saldo entre contratações e demissões no período e o fato de ser um profissional demandado do comércio à indústria, e também pela área de serviços, explica o destaque no mercado de trabalho. Confira a lista:

1º Técnicos de vendas especializadas

Saldo de empregos no 1º semestre: + 2.536
Áreas que mais contrataram: comércio por atacado; comércio varejista; serviços de escritório, de apoio administrativo e outros serviços; comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas; educação; fabricação de produtos alimentícios.

2º Instaladores/ reparadores de linhas e equipamentos de telecomunicações

Saldo de empregos no 1º semestre: +1.347
Áreas que mais contratam: obras de infraestrutura; telecomunicações; comércio varejista, reparação e manutenção de equipamentos de informática e comunicação e de objetos pessoais e domésticos; serviços especializados para construção.

3º Técnicos em operação e monitoração de computadores

Saldo de empregos no 1º semestre: + 879
Áreas que mais contrataram: Atividades dos serviços de tecnologia da informação; comércio varejista; serviços de escritório, de apoio administrativo e outros serviços; educação; telecomunicações; atividades de prestação de serviços de informação; reparação e manutenção de equipamentos de informática e comunicação e de objetos pessoais e domésticos.

4º Montadores de veículos automotores (linha de montagem)

Saldo de empregos no 1º semestre: +841
Áreas que mais contrataram: fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas; fabricação de outros equipamentos de transporte (exceto veículos automotores); fabricação de máquinas e equipamentos; fabricação de produtos de metal (exceto máquinas e equipamentos)

5º Técnicos em programação

Saldo de empregos no 1º semestre: +828
Áreas que mais contrataram: atividades dos serviços de tecnologia da informação, comércio varejista; atividades de prestação de serviços de informação, serviços de escritório, de apoio administrativo e outros serviços; educação; reparação e manutenção de equipamentos de informática e comunicação e de objetos pessoais e domésticos.

6º Coloristas

Saldo de empregos no 1º semestre: +434
Áreas que mais contrataram: comércio varejista; fabricação de produtos têxteis; comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas; alimentação; comércio por atacado (exceto veículos automotores e motocicletas)

7º Instaladores e mantenedores de sistemas eletroeletrônicos de segurança

Saldo de empregos no 1º semestre: +428
Áreas que mais contrataram: comércio varejista; atividades de vigilância, segurança e investigação; serviços especializados para construção; serviços para edifícios e atividades paisagísticas; reparação e manutenção de equipamentos de informática e comunicação e de objetos pessoais e domésticos.

8º Técnicos mecânicos na manutenção de máquinas, sistemas e instrumentos

Saldo de empregos no 1º semestre: +384
Áreas que mais contrataram: comércio varejista; comércio por atacado (exceto veículos automotores e motocicletas); manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos; fabricação de máquinas e equipamentos; serviços especializados para construção; fabricação de produtos alimentícios.

9º Montadores de aparelhos de telecomunicações

Saldo de empregos no 1º semestre: + 324
Áreas que mais contrataram: obras de infraestrutura; telecomunicações; reparação e manutenção de equipamentos de informática e comunicação e de objetos pessoais e domésticos; comércio varejista, fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos.

Informática e Telecomunicações: área é uma das que mais contratam técnicos de base industrial (monkeybusinessimages//Thinkstock)

10º Técnicos de laboratório industrial

Saldo de empregos no 1º semestre: + 309
Áreas que mais contrataram: fabricação de produtos alimentícios; serviços de arquitetura e engenharia; obras de infraestrutura; fabricação de coque (tipo de carvão), de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis; atividades de atenção à saúde humana.

Na retomada, técnicos são mais procurados do que quem tem nível superior

No relatório sobre a pesquisa, a afirmação do diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, de que os cursos técnicos são o caminho mais rápido para o mercado de trabalho industrial é comprovada em números.

Para ocupações industriais, o saldo é negativo: mais pessoas demitidas do que admitidas. O levantamento indica que situação menos pior enfrentam profissionais de design industrial:

Profissão de nível superior Saldo de empregos no 1º semestre
Desenhistas industriais (designers), escultores, pintores e afins 314
Diretores de produção e operações de construção civil e obras públicas 15
Profissionais de metrologia 5
Especialistas em editoração
Profissionais da biotecnologia -3
Pesquisadores das ciências naturais e exatas -10
Químicos -44
Diretores de pesquisa e desenvolvimento -49
Diretores de manutenção -58
Diretores de produção e operações em empresa da indústria extratativa, transformação e de serviços de utilidade pública -64

Situação continua  difícil para profissionais da área de engenharia

Engenharia de alimentos: é a área “menos pior”, segundo a pesquisa (jordachelr/Thinkstock)

Entre os engenheiros, aqueles que trabalham na área de alimentos, mecatrônica- que são profissionais considerados polivalentes, segundo o SENAI – ou ambiental são os únicos que têm suas ocupações com saldo positivo. O número de novas vagas porém não é nada animador e indica que a retomada passa longe da engenharia.

Profissionais de engenharia Saldo de empregos no 1º semestre
Engenheiros de alimentos e afins 16
Engenheiros mecatrônicos 5
Engenheiros ambientais e afins 2
Engenheiros agrimensores e engenheiros cartógrafos -32
Engenheiros de computação -90
Engenheiros de minas -91
Engenheiros metalurgistas e de materiais -110
Engenheiros químicos -207
Engenheiros industriais, de produção e segurança -605
Engenheiros mecânicos -608
O desafio da não-procrastinação

O desafio da não-procrastinação

Não, você não pode ler esse artigo depois!

Esse é o mês em que você irá detonar a procrastinação.

E não, você não pode ler esse artigo depois!

Somos todos vítimas da procrastinação. Ela nos persegue diariamente, fazendo com que fujamos das tarefas que realmente queremos completar, fugir para a distração e o trabalho e e-mail e… tudo menos o que realmente importa.

A procrastinação tem nos controlado por muito tempo.

Esse é o mês em que faremos algo. É a hora de decidir ficar em vez de evitar, de se concentrar em vez de fugir.

Você está preparado para o Desafio da não-procrastinação? Sim, você está. Não, você não pode fazê-lo depois.

Eu estou lhe atribuindo esse desafio hoje, para o resto do mês.

Veja como ele funciona:

  1. Comprometa-se publicamente (nas redes sociais, para seus amigos, família e colegas, como quiser) a fazer isso todo dia pelo resto do mês.
  2. Todo dia, passe apenas 5 minutos fazendo uma sessão de não-procrastinação (ver próximo passo).
  3. Pegue uma tarefa importante para se concentrar, tire todas as distrações, coloque o cronômetro em 5 minutos e não faça nada além da tarefa.
  4. Você não pode mudar de tarefa durante a sessão. Você não pode olhar algo rapidamente. Você não pode se levantar para limpar algo. Você só pode sentar lá, com aquela tarefa, e concentrar na tarefa ou sentar sem fazer nada.
  5. Quando você se sentir vontade de mudar de tarefa, não mude. Apenas fique com o sentimento. Observe, deixe emergir, então deixe desaparecer. Retorne para a tarefa.
  6. Quando o cronômetro acabar, sucesso! Você pode continuar como quiser, ou fazer um intervalo e começar novamente, mas nenhum intervalo é necessário. Apenas 5 minutos por dia é o necessário para o sucesso.
  7. Sim, até mesmo sessões de 5 minutos nos fins de semana. Pegue um projeto pessoal para se concentrar durante esses dias, se você quiser.

É isso. Apenas se comprometa, pegue uma tarefa todo dia, coloque o cronômetro, e não faça nada além da tarefa ou sente e observe sua vontade de mudar. Bem simples, certo?

O que você notará é que você sente muita vontade de mudar. É normal. Essas sessões irão permitir que você veja a vontade, e encarar a vontade em vez de habitualmente fugir delas.

O que você também notará é que a vontade não é nada demais. Corremos dela com medo, mas não é tão assustador. Não é motivo para entrar em pânico. Nada de mais.

O que você pode achar é que você é capaz de fazer muita coisa se não se permitir fugir. O projeto irá mais além do que nunca. Você estará no topo do seu calendário de estudo ou trabalho. Você irá se livrar daqueles impostos e da temível papelada. O trabalho importante é feito, o que é incrível.

Eu tenho utilizado esse método para melhorar a concentração, e agora faço várias dessas sessões todos os dias. E o que é mais incrível é que agora eu posso lidar atentamente com as vontades de procrastinar com o exercício físico, leitura, fazer refeições saudáveis e mais.

Não, eu não estou curado da procrastinação… Eu não acredito que estaremos algum dia. Mas agora sei que cada vontade não é nada de mais, e que eu posso focar. Isso mudou muita coisa para mim. Você também pode fazer isso.

Os 4 erros no currículo que mais irritam os recrutadores

Os 4 erros no currículo que mais irritam os recrutadores

Pesquisa revela os detalhes que mais prejudicam a avaliação de um currículo pelos recrutadores brasileiros. Veja como evitá-los

Currículos costumam ser fonte de frustração para muitos recrutadores. Seja por pecados na forma, seja por deslizes no conteúdo, a maioria dos candidatos acaba por produzir documentos que causam mais aborrecimento do que interesse.

“Grande parte vem com um design todo embolado, várias informações cruciais faltando, ou então detalhes excessivos”,  diz Hélio Carvalho, sócio-diretor da consultoria Qualitá-RH. O nível da maioria costuma ser tão ruim que “chega a dar desânimo”, nas palavras do recrutador.

Os mais prejudicados, no entanto, são os próprios profissionais. Mesmo aqueles que têm uma trajetória impecável e seriam perfeitos para uma determinada vaganão serão sequer considerados pelos avaliadores se não fizerem um currículo de qualidade.

Para ajudar candidatos a se apresentarem ao mercado de forma mais eficiente, a Qualitá-RH entrevistou cerca de 230 recrutadores de nível sênior sobre qual seria o modelo ideal de um currículo.

Os resultados trazem alguns erros considerados imperdoáveis pelos headhunters. Confira os principais a seguir:

1) Não incluir o campo “Objetivo profissional”

A função pretendida é considerada uma informação essencial para a triagem de currículos na visão de 71,2% dos entrevistados pela Qualitá-RH. Afinal, esse é o primeiro indicador que o recrutador levará em conta para decidir se deve continuar lendo o CV ou não.

Sem indicar seu objetivo profissional, o candidato dá a entender que está disposto a qualquer aventura só para ter um salário no fim do mês. “É importante fazer um currículo adaptado para cada vaga pretendida, e não um único documento que sirva para qualquer oportunidade”, orienta Carvalho.

É importante ser direto, específico e sucinto. Não vale se apresentar, por exemplo, como possível “assistente/analista/supervisor/coordenador financeiro”, na ilusão de abrir mais chances de se encaixar nas necessidades do contratante. Se você pretende atuar como coordenador financeiro no seu próximo emprego, escreva apenas isso no objetivo profissional.

2) Incluir (ou omitir) o campo “Resumo”

Escrever uma síntese da sua trajetória profissional até agora não é errado — mas a pertinência dessa informação pode variar conforme o seu grau de senioridade na carreira.

Em um currículo de nível operacional, o resumo é considerado relevante por 54,4% dos recrutadores, e visto como desnecessário por 45,5%. A avaliação muda drasticamente quando cargo é de média ou alta gestão: 89,7% consideram o campo necessário e apenas 10,9% o julgam irrelevante.

É fácil entender essa distinção. Só há necessidade de resumir carreiras longas; as trajetórias que ainda são curtas não precisam de síntese. “Para um profissional de nível júnior, o resumo acaba sendo redundante”, explica Carvalho. Os dados principais podem ser facilmente apreendidos com um olhar rápido sobre sua trajetória profissional.

Já o candidato de nível sênior precisa escrever duas ou três linhas rápidas sobre si mesmo — ou obrigará o recrutador a ler todo o currículo à procura de informações básicas sobre ele.

3) Escrever tudo em texto corrido, ou tudo em tópicos

A diagramação e até as fontes que você escolhe para o seu CV têm um impacto surpreendente sobre sua atratividade. O princípio geral que deve reger a composição do documento é a simplicidade: cores sóbrias, fontes clássicas e um espaçamento confortável entre linhas e parágrafos.

Também é importante criar diferenciação visual entre cada tipo de informação. Além de usar o negrito para títulos, por exemplo, é interessante intercalar textos corridos e listas de tópicos. A preferência de 58,5% dos entrevistados pela Qualitá-RH é por resumos na forma de um parágrafo. Já as experiências profissionais devem vir como uma lista de itens, segundo 81,2%.

De acordo com Carvalho, formatar seu histórico profissional em forma de tópicos ajuda a tornar a leitura mais dinâmica. No entanto, é melhor escrever o resumo na forma de um pequeno texto. “Se você fizer tudo no formato de tópicos, o layout fica muito cansativo e repetitivo”, explica ele.

4) Anexar uma carta de apresentação

Nada menos que 84,5% dos entrevistados consideram desnecessário escrever uma redação sobre si mesmo e enviá-la como complemento ao currículo.

“A carta de apresentação costuma vir como um 2º anexo no e-mail, o que nos faz perder ainda mais tempo”, explica o diretor da Qualitá-RH. “Além disso, costuma incluir autoelogios que não acrescentam nada para quem está recrutando”.

A dica do especialista é esperar a entrevista presencial para falar mais sobre seus valores e expectativas. Além de desnecessário, adiantá-las em formato de texto exclui a possibilidade de explorar outros recursos de comunicação para persuadir e conquistar o avaliador, tais como tom de voz e linguagem corporal.

O seu salário diante da realidade brasileira

O seu salário diante da realidade brasileira

É senso comum: os rendimentos dos brasileiros são baixos e insuficientes. Mas pode ser que a sua situação não seja das piores

Clique no link para ver a calculadora que situa seu salário em relação aos habitantes do seu estado e do Brasil.

Jovens muito preparados correm este risco nas seleções de emprego

Jovens muito preparados correm este risco nas seleções de emprego

Preparar-se para uma entrevista é fundamental, mas há um limite que deve ser respeitado

Se por um lado quem chega despreparado para uma entrevista de emprego se queima de cara com o recrutador, preparação em excesso também pode atrapalhar. “Às vezes a pessoa treina muito, se prepara tanto que fica artificial e parece um robô falando”, diz o sócio-diretor de uma consultoria de RH.

Não adianta tentar disfarçar, a artificialidade fica evidente, segundo o especialista. “Alguns jovens recebem aconselhamento e vão sendo moldados para serem robôs e isso é, sim, percebido”, diz.

Nesse contexto, o melhor conselho a quem está inscrito em processos seletivos para estágio, trainee, por exemplo, é não se afastar de si mesmo, ainda que a ânsia de causar uma ótima impressão na hora de se apresentar seja grande.

“Preparar-se diminui o nervosismo, mas a pessoa deve ser o mais natural possível. O que eu sempre digo é: seja você mesmo”, diz Bressane. De acordo com ele, essa é a melhor maneira de a empresa saber se você se adequa àquele ambiente de trabalho. Forçar a barra e tentar parecer ser o que não é pode acarretar infelicidade no trabalho quando o profissional perceber que seus valores e os da empresa não combinam.

Não perca a sua essência e leve conteúdo para a seleção, recomenda Bressane. E por conteúdo entenda-se leituras e mais leituras sobre a empresa, o negócio em si, momento de mercado, sua cultura e valores.

“Leia sobre a empresa, entenda a expectativa em relação à vaga, vasculhe informações, converse com pessoas que trabalham ou já trabalharam lá. O candidato deve se municiar do que puder de informação e ser ele mesmo”, indica o especialista. Essa é a preparação que vai mostrar que você está com vontade de trabalhar ali e pode fazer com que você ganhe pontos até mesmo se faltarem alguns aspectos do perfil que é mais valorizado pelas empresas.

Entra ano, sai ano, as tecnologias e metodologias de recrutamento mudam, mas a busca geralmente é voltada para quem reúne um conjunto de características, sobretudo em seleções de estágio e trainee em grandes empresas. “Pessoas bem formadas, com idioma fluente, vivência internacional, atuação em empresa júnior dentro da universidade”, diz Bressane.

Em relação às atitudes, Bressane diz que é na etapa de apresentação individual que ele decide quem será observado com mais cuidado. “É quando eu separo o ‘joio do trigo’”, diz.

Ou seja, em dois minutos de apresentação quem consegue mostrar a que veio tem a chance de encantar e despontar na seleção. Jovens com poder síntese para contar quem é, o que fez e entregou de relevante e o que sonha para sua vida profissional.

“O que é relevante mostrar para aquela empresa”, lembra Bressane. O perfil da empresa e da vaga devem nortear a escolha dos aspectos da trajetória  destacados nos poucos minutos disponíveis. Por exemplo, se é uma empresa do setor de varejo e a vaga pressupõe interação com várias pessoas, destacar aspectos ligados a projetos em conjunto com outras pessoas, pode ser uma boa pedida.

Foco dos recrutadores muda de acordo com o perfil da vaga

“Para oportunidades de estágio,  recrutadores veem mais alinhamento com a cultura da empresa, a formação e ambição na carreira”, diz Bressane.

Na hora de selecionar trainees, observa-se mais o que o candidato já realizou, olhando também o potencial que demonstra para liderar equipes, perfil de persuasão e habilidade de negociação.

Conhecimentos técnicos específicos também podem ganhar mais importância na seleção, como é o caso de vagas para áreas de logística, engenharia, finanças, marketing. “ O candidato pode ter que passar por uma entrevista técnica, por exemplo, quando vai assumir uma vaga de coordenação em seis meses”, diz Bressane.

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Terceirização não derruba os salários, mostra estudo

Terceirização não derruba os salários, mostra estudo

A terceirização não derruba o salário do brasileiro, mostram dados de mais de 13 milhões de trabalhadores acompanhados de 2007 a 2014 (ano das estatísticas mais recentes).

Segundo estudo publicado na última quarta (30) na revista “Estudos Econômicos”, da USP, empregados que passaram a ser terceirizados -ou seja, passaram a ser registrados por uma empresa que intermedeia serviços, em vez de serem empregados diretos- tiveram perda salarial média de 2,3% no período.

Já terceirizados que passaram a ser empregados diretos tiveram alta de 4,7% da remuneração. O resultado é o mesmo quando a saída do emprego foi por vontade própria ou por decisão do patrão.

“O estudo desmonta o mito de que a terceirização precariza o salário”, diz Eduardo Zylberstajn (EESP/FGV e Fipe), um dos autores, com Guilherme Stein (Fundação de Economia e Estatística Siegfried Emanuel Heuser) e Hélio Zylberstajn (FEA/USP).

“As pessoas costumam acreditar que o funcionário de uma fornecedora de mão de obra ganharia muito mais se fosse contratado diretamente pela empresa em que trabalha. Mostramos concretamente que isso não acontece”, afirma o economista.

LARANJAS E BANANAS

Segundo ele, o equívoco vem de comparações equivocadas entre funções, empresas e pessoas diferentes.

É o caso de artigo publicado pela Central Única dos Trabalhadores em 2014, que comparava o salário médio de setores passíveis de terceirização com o de todos os outros e encontrava diferença de 24,7% no valor.

A terceirização no Brasil é concentrada em áreas como limpeza, segurança e telemarketing, de remuneração mais baixa. Ao comparar esses salários com o de todos os outros trabalhadores, a realidade é distorcida, argumenta Zylberstajn.

CARACTERÍSTICAS DOS TRABALHADORES

Média

caracteristicas-trabalhadores-terceirizados

Para chegar a uma medida mais precisa, o estudo levantou dados dos empregados em seis ocupações tipicamente terceirizáveis: manutenção de equipamentos, vigilância, tecnologia da informação, limpeza, pesquisa e desenvolvimento e telemarketing.

Depois, identificou quais eram contratados por firmas dessas seis áreas e quais eram registrados em empresas de outros segmentos.

A análise controlou o efeito de características como idade, sexo, experiência e formação. Os economistas também afastaram a interferência de itens que poderiam ser valorizados pelos empregadores, mas não são observáveis nos dados, como dedicação, maturidade emocional, confiabilidade ou capacidade de comunicação.

Para controlar esse efeito, acompanharam um mesmo trabalhador ao longo do tempo e compararam as mudanças no seu salário de acordo com a forma de contratação -por exemplo, um mesmo vigia que deixou uma indústria e foi para uma empresa de serviços de vigilância, ou um faxineiro de uma empresa de limpeza que passou a ser contratado de um escritório.

No total, estudaram-se 13.375.996 trabalhadores contratados com carteira assinada no país e observaram-se 422.483 mudanças de terceirizado a direto e 397.008 na direção contrária.

POR QUE O MITO?

O estudo também identificou diferenças expressivas entre as seis atividades.

No telemarketing, o trabalhador perde em média quase 9% de sua remuneração quando vira terceirizado. Já os vigias que deixaram um contratante direto por uma terceirizada tiveram alta no salário, de 5% em média.

Zylberstajn sugere duas hipóteses para que a terceirização seja vista como um modelo que precariza salário e condições de trabalho.

Uma é que há empresas que contratam o serviço de companhias que não recolhem os encargos e, por isso, baixam muito seu custo. “Não é proibindo a terceirização que se resolve isso. Na origem do problema está a prática ilegal da prestadora, não o modelo de contratação.”

O segundo motivo para a “demonização” da prática, segundo o economista, é que ela traz dificuldade para os sindicatos. Por exemplo, se as montadoras do Grande ABC contratarem serviços de empresas de outras regiões, a representação sindical fica pulverizada e o sindicato dos metalúrgicos perde força.

A falta de critério na comparação dos salários também pode explicar parte da imagem da terceirização.

Quando se observam os dados de todos os trabalhadores das seis áreas estudadas, independentemente da ponderação pelas características das empresas e dos funcionários e de eles terem ou não mudado de empregador, a remuneração média dos terceirizados fica 17% abaixo da dos empregados diretos.

O estudo usou dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério do Trabalho. A relação tem informações detalhadas sobre todos os vínculos de emprego registrados no Brasil (empresas privadas e administração pública enviam anualmente dados sobre salário, início do vínculo, afastamentos) e características sociodemográficas (idade, escolaridade, raça/cor, gênero).

Os demolidores de talentos hoje estão em alta

Os demolidores de talentos hoje estão em alta

Todo o nosso conhecimento em liderança foi sumariamente enterrado na era atual.

Com surpresa, vemos líderes arrogantes assumindo posições de destaque. A soberba e o ar de superioridade reinam no poder. Ao melhor estilo Donald Trump, observamos lideranças desfilando com suas gravatas de seda cintilantes esbanjando visões antiquadas de como gerir e desenvolver pessoas.

Dizem que sabem tudo sobre gestão, mas não escutam posições divergentes. Desconhecem as pessoas e a realidade dos negócios nos suntuosos prédios da avenida Faria Lima, em São Paulo.

Trabalham no modelo de comando e controle e usam a crise como desculpa para colocar em ação seu autoritarismo. São protegidos por acionistas assustados que se tornam reféns de artistas mascarados em seu verdadeiro estilo de liderar.

O professor de psicologia empresarial na Universidade College London e Universidade de Columbia, referência em pesquisas sobre personalidades e seus diferentes tipos, Dr. Tomas Chamorro-Premuzic, escreveu um estudo para a “Harvard Business Review” chamado “Por que tantos incompetentes se tornam líderes?”.

Ele afirma que se confunde autoconfiança com competência. As pessoas que parecem mais inteligentes, não demonstram dúvidas e esbanjam conhecimento são consideradas como potenciais líderes.

Nossa leitura sobre qualidades de gestão é míope. Misturamos certificados em escolas de primeira linha e posicionamento firme com competências de gerir. Acreditamos que os sabedores de tudo vão nos guiar, quando o caminho mais evidente para liderança é a habilidade de ouvir.

A humildade para abrir mão de suas ideias em prol de uma agenda colaborativa é o comportamento oposto observado nas pessoas arrogantes e superconfiantes.

Em parte, essa escolha de perfil explica a menor participação de mulheres em posições de gestão. Um estudo conduzido pelo Dr. Tomas com 23 mil participantes de 26 culturas mostrou que as mulheres são mais sensíveis, democráticas e humildes do que os homens. Embora essas características sejam reconhecidas como positivas e propulsoras de um bom trabalho, na prática, não são os fatores de decisão preponderantes nas escolhas de líderes de países e organizações.

O paradoxo é que as características que impulsionam os líderes arrogantes ao poder são as mesmas que determinam o seu fracasso. Os quesitos de promoção rumo ao topo não se sustentam ao longo tempo. Os resultados são comprometidos pelo estilo individualista, que além de desastrosos, afastam os talentosos. Aproveitam os erros da equipe para ficar em uma posição inatingível. Manipulam as informações e organizam estratégias que colocam sua agenda pessoal acima da empresa. Turbinados por organizações assustadas, permanecem gerando danos.

Somos inábeis para definir liderança e cultuamos perfis narcisistas. Diversos estudos mostram que os jovens estão cada vez menos interessados em assumir cargos de liderança. Segundo pesquisa do site norte-americano Career Builder, apenas 46% dos entrevistados gostariam de ocupar cargos de chefia. Por não quererem se igualar a esse perfil, os jovens fogem do tormento.

As pessoas realmente transformadoras, criativas e humildes talvez falhem na hora de impressionar com seu talento de liderar. O desafio parece estar na substituição da ideia mítica sobre liderança para um modelo que, de fato, analise com dados os fatores essenciais de gestão. Se sabemos quais são as características que determinam o sucesso dos líderes, precisamos afastar os manipuladores e individualistas do poder.

O nosso radar intuitivo sobre liderança gera distorções na escolha. Punimos os colaborativos em detrimento dos arrogantes e destruidores de talentos. E no final, todos perdem.

Rafael Souto é sócio-fundador e CEO da Produtive Carreira e Conexões com o Mercado

O profissional de Finanças está mudando rapidamente

O profissional de Finanças está mudando rapidamente – entenda quais são as novas tendências

Transformação tecnológica chega ao departamento financeiro e deve trazer importantes mudanças nos próximos anos

Esqueça a imagem de um profissional de Finanças sentado atrás de uma mesa o dia inteiro, elaborando relatórios, trabalhando conforme a demanda de outras áreas e cumprindo obrigações legais. Essa é uma das carreiras que passam pela maior transformação digital no momento, e exige que os profissionais se adaptem a novos tempos. Quem não acompanhar essa tendência, corre o risco de perder espaço nos próximos anos.

“Nós estamos no início de uma nova onda”, explica Paulo Guiné, Diretor de Desenvolvimento de Negócios para Finanças e Gestão Empresarial na Oracle. “As áreas de finanças não se sustentam mais no modelo convencional, arcando com atividades operacionais, redundantes e suportadas por sistemas com custos elevados. Quem não se modernizar vai ficar para trás nos próximos anos”, complementa o executivo.

O novo cenário traz como pano de fundo a evolução tecnológica das empresas. Companhias como Uber, Netflix, Airbnb, Amazon e muitas outras servem de lembrete sobre como a revolução digital está mudando o modelo tradicional – e criando um novo cenário para as áreas de Finanças: as empresas da chamada nova economia têm cada vez menos ativos fixos e muito mais valor intangível, que é mais difícil de ser mensurado em relatórios financeiros.

Uma pesquisa feita pela Oracle com centenas de executivos descobriu que, nesse cenário, as cinco principais métricas que as empresas buscam para analisar o desempenho não-financeiro são: satisfação do cliente, qualidade dos processos de negócios, relacionamento com os clientes, qualidade do capital humano e reputação das marcas – acesse o ebook para visualizar a pesquisa completa e outros insights sobre o novo momento da área.

Essas são métricas que passarão a fazer parte do cotidiano do profissional de Finanças. O diretor da Oracle lembra que antigamente, ao vender um software voltado para esses profissionais, era preciso explicar que o produto reduziria atividades operacionais e ajudaria a diminuir as horas extras.

Este discurso teve de mudar. As soluções têm de suportar os profissionais de finanças na busca de uma gestão empresarial mais próxima das outras áreas que compõem o negócio e, desta forma, ser capaz de oferecer mais qualidade funcional e probabilidade de melhores serviços prestados pela área de finanças.

A ideia é que a área de Finanças volte a ser o centro estratégico das empresas. Isso acontece porque, eventualmente, todas as informações e projetos levantados pelas outras áreas devem “prestar contas” ao financeiro. “Nos últimos anos, os projetos das diferentes áreas das empresas começaram a ter que ser provados por números na área financeira, para estarem de acordo com as normas contábeis e serem reconhecidos pelo mercado”, explica Paulo Guiné. “Essa área vai voltar a ser um ‘business partner’ e orientar a empresa em questões estratégicas”, acrescenta.

A nova área de Finanças

Se antes uma campanha de marketing era analisada pelo departamento financeiro apenas com uma equação de quanto de dinheiro saiu e quanto de receita entrou, agora esse profissional deve analisar que, a cada ponto de market-share ganho, será possível gerar um determinado valor a mais de receita no futuro. “O profissional de finanças não mais defenderá informações financeiras, monetárias. Agora ele terá que colocar um valor nos ativos intangíveis e fazer com que o mercado perceba isso”, explica o diretor da Oracle.

Para esta transformação acontecer, o profissional deixará de trabalhar o dia inteiro sentado atrás de uma mesa. Será preciso visitar as lojas de sua empresa, os armazéns, se reunir com os departamentos de marketing, vendas, engenharia, conhecer no detalhe o modelo de distribuição e tudo o mais que for relevante para a operação da companhia. O avanço dos softwares de nuvem e aplicativos robustos em tablets e smartphones tem permitido essa mudança organizacional.

Gigantes do cenário corporativo norte-americano, como GE, Walmart, Shell, LinkedIn e muitas outras, já começaram a incluir os profissionais de Finanças no processo de tomada de decisões estratégicas. A ideia é que esses profissionais trabalhem menos com “obrigações” como relatórios e processos internos, passando a apresentar dados confiáveis e insights relevantes para as outras áreas, além de reforçar a objetividade na tomada de decisão e garantir que os projetos de todas as áreas estejam de acordo com a estratégia da companhia e os interesses dos acionistas.

Para colocar essa nova realidade em prática, os profissionais de Finanças devem aprofundar os conhecimentos em tecnologia, análises avançadas, aprimorar as habilidades de liderança e cultivar a parceria nos negócios, entendendo as principais demandas dos diferentes setores dentro da empresa. “A grande transformação está centrada em dois pontos: a área de finanças precisa voltar a prestar serviços para a empresa e precisa voltar a ser estratégica dentro das companhias”, afirma Paulo Guiné.

O diretor da Oracle ainda chama atenção para um fato interessante que esse novo cenário traz: acostumados a idades médias mais elevadas, a transformação digital deve voltar a atrair jovens para os departamentos financeiros das companhias, passando por um processo de modernização que outras áreas já atravessaram nos últimos anos.

Para entender em mais detalhes como está acontecendo essa transformação nas empresas e os principais desafios que o profissional de Finanças enfrenta, acesse o ebook escrito pela Oracle.

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